Dragagem

Atualmente são sete embarcações que utilizam o Terminal para desembarcar a areia. Até outubro de 2014 existiam apenas dois pontos de descarregamento, com as novas implementações esse número foi para quatro. Em conjunto com o novo sistema de desague, através da caixa de equilíbrio, a APA pode duplicar o volume de processamento da extração areeira.

No processo de dragagem (termo utilizado para qualquer tipo de mineração ou obra em que o material é retirado sob um leito d’água) ss barcos captam a areia e levam o material extraído para o leito dos rios. Os marujos que fazem este trabalho, sabem onde está a areia grossa, que é usada na fundação de uma obra, onde está a areia média, que é usada no meio da construção, e onde está o material fino, que é usado no acabamento. Tudo isso é repassado num aprendizado empírico. Eles identificam a granulometria da areia pela velocidade da água, após essa verificação são lançados no barco os grãos de areia.

Nesta etapa, a areia é extraída de bancos sedimentados, usando a força hidráulica pelo processo de sucção em aluviões (depósito de sedimentos [areia, cascalho, entre outros] formados pela água). O processo consiste em uma bomba movimentada por uma força motriz gerada por um motor a diesel.  A bomba tem um pressão que suga a areia do fundo do rio, que vem com uma certa quantidade de água. Nessa região, esses bancos de areia estão há no máximo 8 metros de profundidade. A macara (cano para sucção) desce e pela pouca profundidade e pelas águas claras é possível vê-la fazendo a sucção.

Ao chegar ao leito dos rios, há outro processo de sucção que encaminha a areia para os sistemas de desaguamento e decantação. Neste espaço foi construída uma base que sustenta esses dois sistemas, sendo plantado ao seu redor um gramado da variedade mato-grosso, que evita os problemas de erosões, posto que funciona como canaletas naturais. Após o desaguamento um filtro de decantação, que separa a água do restante de partículas do material retirado e a encaminha novamente para o rio, devidamente sem areia e oxigenada.      

A decantação é um processo bastante simples e comumente usado para separar misturas heterogêneas – neste caso areia e água. Com essa filtragem ocorre a sedimentação da parcela sólida, ou seja, quando a areia deposita-se na base da caixa de decantação, o líquido é facilmente escoado e, por intermédio de dois “sifões”, onde ocorre o segundo processo de filtragem, volta para o rio. Isso evita que a água retorne com areia, no processo aplicado no Terminal, a areia fica praticamente seca, e a água volta para o rio com menos de 1% de partículas. Esse processo é finalizado na margem do rio, onde foi desenvolvida uma espécie de escada, os chamados “bigodes”, que possuem a função de oxigenar a água.

Neste sistema projetado para o Terminal, ao contrário do jateamento ou desmonte hidráulico, o assoreamento é impedido, já que não ocorre refluxo de areia para as margens. Além disso, a água que volta para o rio, por ser antes decantada, é escoada sem impurezas.