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Postado dia 25/11/2014 às 01:57:15

Rio Paraná

O rio Paraná encontra-se, em solo brasileiro, sob o controle de barragens. Somente nos 200 km compreendidos entre a barragem de Porto Primavera e o remanso do lago de Itaipu o rio corre em seu leito natural. Neste trecho encontra-se o Terminal Prezalino Semprebom, formado pela Associação das Indústrias Extrativas de Areia do Noroeste do Paraná (APA). Esta área, segundo a MINEROPAR (Minerais do Paraná), órgão ligado a Secretaria Estadual de Indústria e Comercio, abriga a maior extração de areia de rio do Estado do Paraná, não sendo as empresas que se abastecem do Terminal da APA, as únicas, há muitos outros portos menores.

Este rio é um curso onde há mais água do que proporcionalmente há de floresta. Neste tipo a mata ciliar deveria conter um corredor muito maior para reprodução aquática, sendo natural a reprodução da fauna em afluentes. Faixas maiores do rio paraná devem ser preservadas ou recuperadas. Este devido sua extensa largura deve ter no mínimo 500mts de vegetação ripária, principalmente em áreas urbanas. A Associação ao se preocupar com a meio ambiente e a preservação da área de rio vivo, que percorre aquela região, recuperou uma área de 25 hectares, grande parte da totalidade da área pertencente ao terminal que fica até 500mts da margem do Rio, ficando apenas um pequena faixa, para decantação e para a correia transportadora.

Foi desenvolvido por meio da união dessas empresas mineradoras, reunidas em torno de uma associação representativa, um trabalho inédito. O terminal foi construído em uma região às margens do Rio Paraná, que pertencia a Catuana Agropecuária Ltda, localizada no distrito de Porto São José, no município de São Pedro do Paraná. A área foi aprovada e liberada pela prefeitura da cidade pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná), pois já apresentava sinais de degradação ambiental – erosão e assoreamento – sendo então passível sua utilização, e recuperação feita através a Associação um ganho para o meio ambiente. A forma de extração das jazidas aluvionares existentes ali, o modelo de estocagem entre outras medidas tornou possível quase que anular o assoreamento do rio e a turbinez da água causados pelo extrativismo do sistema de areia de morro.

Neste projeto, a areia é extraída de bancos sedimentados, usando a força hidráulica pelo processo de sucção em aluviões (depósito de sedimentos [areia, cascalho, entre outros] formados pela água). De acordo com Daniel Nery Santos, Doutor em Geociências e Meio Ambiente, autor do artigo "ALTERAÇÕES DE LONGA DURAÇÃO NA DINÂMICA HIDROSSEDIMENTAR POR EXTRAÇÃO DE AREIA NO ALTO CURSO DO RIO PARANÁ" o volume de extração de areia no alto curso do rio Paraná, no trecho entre a cidades de Porto Rico e distrito de Porto São José, não interferem no curso do rio: "o volume de extração de areia no alto curso do rio Paraná, no trecho entre a cidades de Porto Rico e distrito de Porto São José, ambas situadas no Estado do Paraná, é ligeiramente inferior ao de reposição pelo sistema. Essa extração é realizada em diferentes pontos ao longo canal, possibilitando o preenchimento de sedimentos nos pontos de extração de areia rapidamente".

O rio segundo Daniel tem particularidades as quais a extração de areia é benéfica auxiliando no desassoreamento do mesmo, "esse tipo de canal possui maior competência de transporte de sedimentos de granulometria mais grosso, desse modo, favorece a exploração de um material mais selecionado. Tendo em vista que a extração de areia é menor que a taxa de reposição, o perímetro estudado do rio Paraná não apresenta um perfil de desequilíbrio", cita ele em seu referido artigo.

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